domingo, 22 de novembro de 2009

Feliz dia do músico!

 
Seiya, que não é muito fã de música, prestes a exterminar Apolo
Há muito, muito tempo atrás, no início dos anos 90, me lembro exatamente como foi o processo do começo com a música. Bom, pelo menos o comecinho do comecinho.

O começo do começo
Lembro de uma tarde agitada na família, estavam todos reunidos na TV, vendo uns gráficos esquisitos e em preto-e-branco. Era uma competição de Enduro, no Atari 2600 de um tio meu. Experiementei rapidamente, sem muito compromisso. Mas a experiência mais marcante com video games foi numa cidade do interior da Bahia, de onde vêm os meus avós maternos. Na frente da casa de minha finada bisavó, havia uma locadora, lotada, numa época onde estreiavam dois grandes hits: o Super Nintendo e Street Fighter II. Lembro-me com perfeição a primeira vez que tinha posto as mãos naquele controle esquisito, e fui orientado a selecionar o Blanka, pois segundo eles, era o que tinha o golpe mais fácil (apertar um botão repetidas vezes) contra os complexos movimentos de Ryu e cia. Saí de lá com as pernas tremendo, e voltei repetidas vezes pra experimentar os outros títulos. Volto para Salvador caçando mais locadoras, pra minha sorte, surgem duas perto de onde eu morava na época. Minha mãe comprou um SNES usado, lembro que foi um dia de misto de felicidade e lágrimas, já que a porcaria do video game não funcionou. Mas um tempinho depois, há mais ou menos 15 ano atrás, ganho de presente um NES novinho, vulgo Nintendinho, com o inesquecível Super Mario Bros. 3 junto. Eita nóis.

A inspiração
O console já estava no final de sua vida, mas foi o suficiente pra me agradar por muitos anos. Ele ainda está aqui firme e forte, apenas com um probleminha na fiação do eliminador, mas já me fez ter boas lembranças há uns dois anos atrás. Os anos foram se passando e recebi mais uns dois consoles depois do NES, um Mega Drive que teve uma breve vida útil e um Nintendo 64. Esse sim, que me fez chegar onde estou hoje, por isso estava falando sobre video games até agora. : )


Estes bebês até hoje resistem, dando pau em qualquer Wii, PS3 ou Xbox moderninhos

No meu ensino médio, passava diversas tardes alugando fitas, até experimentar um certo jogo chamado Donkey Kong 64, durante as férias entre a 8ª e  o I ano. Os cinco personagens dos jogos possuiam uma habilidade na qual utilizavam instrumentos musicais: Donkey, o famoso, tocava bongôs; Diddy, seu parceiro, tocava guitarra elétrica; Tiny, tocava sax alto, embora o playback fosse de sax baixo (!); Chunky, um gorilão enorme tocava triângulo; e finalmente Lanky, um orangotango trombonista!

Lanky Kong, com seus longos braços, demonstra grande habilidade com os pedais no trombone tenor

Após ver essa cena, eu decidi aprender este instrumento esquisito lá na banda do Colégio. Então, lá vai eu numa bela manhã de sábado pra fazer o teste de seleção. Pra minha profunda decepção, as duas vagas de trombone já estavam ocupadas. Eu fiquei muito abalado no dia, não queria saber mais de nada. Tinha que tocar aquele solo do Lanky de qualquer jeito! Até que, uma semana depois, corre a notícia que os repetentes não poderiam fazer parte da banda. E "puff", aparece duas vagas pra mim de graça... e depois dizem que estudar não serve pra nada, HAHAHAH!!!!11... *ahem*, continuando. Começo aos poucos no trombone, não sabia ler uma bolinha preta naquele papel cheio de listrinhas e símbolos esquisitos, tocando umas musiquinhas de ouvido, e começando a associar aquilo com a música na pauta. O interesse foi surgindo, e eu fui me aprofundando mais com uns livros velhos que minha mãe tinha. Arrumei um tecladinho e um flauta doce, começava a tirar umas musiquinhas de video game. Numa época que o mp3 estava começando a engatinhar ainda, a onda era baixar midis e escutar pra se ter uma referência. Um ano depois, aos 16 anos, já tinha um certo domínio no trombone, comecei a transcrever música de video game e música popular com mais facilidade, já que achei um programa na internet próprio pra isso. Fazia toques polifônicos pra família, o Hino do Bahia era o mais pedido. Vasculho uns CDs de casa, até eu achar uma coletânea de Tchaikovsky, onde escuto repetidas vezes a Abertura 1812, onde eu ficava boquiaberto com a metaleira. Daí, fui começando a pesquisar aqui em casa mais discos, e também pela internet afora. Foi ali que já me decidi que ia fazer vestibular pra música.

Mudança de planos
No meu III ano, eu meio que enjoo do trombone, e olho pra um instrumentão que já estava ali do meu lado, parado há muito tempo. Falei com o sargento que queria mudar pra tuba, ele me negou alegando que "não queira perder um bom trombonista", mas que me ia me liberar pra tocar após o importantíssimo desfile de 7 de setembro, coisa que a banda se preparava o ano todo. Após o desfile, eu não via a hora de soprar a tuba. Começo a tirar umas notas, o pessoal do trompete ia me ajudando com o dedilhado. Então, chega o dia da minha formatura. Muitos da banda que estavam pra se formar não desfilaram, preferiram ir pra outra tropa, a dos formandos. Eu não. Lembro que continuei fiel, desfilando com meu baixo E. Era engraçado como os meus colegas de sala olhavam pra mim, não me viam no desfile dos formandos, achando que eu tinha perdido de ano. E quando me perguntavam, eu respondia que sim, fazendo uma cara deprimente. Rá!!

Dó, sol, dó, sol, dó sol, dó, sol lá si dó, sol, etc...

Então, chega o fatídicio dia do vestibular. Depois de muito me questionar na hora da inscrição, eu estava indeciso entre Geofísica, Instrumento e Composição. Geofísica eu curti só de ler sobre, Instrumento eu não podia fazer pois não tinha instrumento. Sobrou Composição. Resolvi arriscar fazendo duas musiquinhas, sem saber nada de percepção e o que sabia de teoria era o que estudava sozinho. Passei.

E enfim...
Vi no Facebook que hoje era dia do músico, e apesar não ser muito ligado em religião e em dias comemorativos, decidi compartilhar o começo de tudo.
Você consegue se lembrar da sua própria história?

Deixo aqui um vídeo do grupo 8-bit Weapon, com uma música traz boas lembranças para os gamers da geração entre is o final dos anos 80 e começo dos 90.


: )

3 comentários:

  1. Amigooooo
    Adorei sua história. Olha só, não imagina ser tão emocionante^^
    beijo, te adoro.

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  2. Não conhecia a história toda... nem da parte de fazer vestibular pra geofísica... OAIUSDHOUIAHSDouiAHSODIuhASdoiuASHudhasoiuhdAS
    *rialto.

    Enfim... Que bom que "sobrou" composição. Tens talento sobrando pra isso ^^

    Sucesso sempre, você merece.

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  3. Que bom q sobrou a tuba... é velho, eu sinto muito por não ter conseguido ficar entre os selecionados da vida q tocam trombone, mas é assim mesmo, não fique triste... volta e meia vou continuar deixando vc dobrar as partes de trombone baixo comigo.

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