quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dezembro, dezembro


O último concerto do ano
Que barril. Esse mês foi que nem turnê, concerto atrás de concerto. Mas deu tudo certo, nos conformes. Serviu de preparação pro nosso mês pauleira: Janeiro/2010. Resolvi descrever, abaixo, mais ou menos como foram os nossos últimos dias do ano.



Concerto na (única?) praça em Morro


Dia 3 - a J2J viaja para Morro do Chapéu pra mais um concerto no interior, uma semana após Ilhéus. Acordamos cedo novamente pra viagem, e após o habitual atraso na hora da saída, seguimos cerca de 8 horas de viagem interior adentro. Logo após o rango e um breve período de descontração, seguimos para o "centro" da cidade, onde acontecera o concerto. Enquanto o palco e o som estavam sendo ajeitados, aproveitei pra dar uma voltinha pela cidade, junto com alguns membros, pra tirar umas fotos. Passamos o som. Missão cumprida, hora de conhecer o (m)hotel. Chegamos lá uns quinze minutos depois, o hotel fica na beira da estrada. E após o habitual atraso na hora do check-in, fomos conhecer os nossos bangalôs. Tivemos apenas uma hora pra nos acomodar e ficar prontos, graças a esses e demais "habituais atrasos". Ao deparar com a entrada do meu quarto, vejo uma infinita quantidade e diversidade de insetos presentes na varandinha, logo em frente à porta. Realizo uma entrada triunfal, rápida e precisa, para que estes bichinhos não entrem no quarto e me façam companhia pela noite. Mas a tentativa foi frustada, alguns deles entraram; e para o meu desgosto, o quarto já estava infestado. Até que, pra melhorar mais a situação, falta energia bem na hora que mais precisamos. Dizem as más línguas que o hotel não suportou todos os chuveiros elétricos ligados ao mesmo tempo. E lá vai eu com o flash do meu celular amparar os necessitados. Tudo certo, tudo lindo, fomos jantar novamente no restaurante meia-boca que almoçamos, e finalmente fomos tocar. Mais alguns atrasos e finalmente nos preparamos para a apresentação. Fizemos até um bom concerto, com direito a solos dos filhos da cidade e a queda do banner em cima dos nossos percussionistas. No outro dia, visitamos a cachoeira do Ferro Doido que, segundo a nossa Guia Turística, no período de férias suas águas ficam "desligadas". Mas mesmo assim, a vista do abismo era muito bonita. Seguimos viagem para Salvador, e como já é de costume, gravamos mais um sucesso, desta vez no fundo do ônibus.




Dia 10 - a J2J toca novamente para um evento da Embasa, empresa que nos abastece com o líquido precioso. Seguimos para o Othon, hotel chique aqui da orla, mas miraculosamente desta vez sem o habitual atraso. Desta vez, o negócio foi meio diferente pra nós - tocamos direto sem passagem de som. Mas lógico, antes disso, teve o blá blá blá do evento deles lá. Tocamos bem, particulamente eu não gosto muito da sonorização, mas deu pra engolir. Voltamos pro nosso camarim único, comemos mais um lanchinho, alguns deles ficam pra festa do evento. Mas todos voltamos pra casa com a sensação de missão cumprida. Aparentemente.


Dia 11 - o Neojibá se apresenta na Catedral de Irmã Dulce. Mas somente a OCA (Orquestra Castro Alves) e o Grupo de Metais. O Grupo de Metais se apresentou primeiro. Confesso que fiquei meio confuso com a acústica, mas disseram que deu pra ouvir legal de longe. A OCA se apresentou logo depois. Apesar da simples apresentação, foi muito melhor que a do Othon. O público foi muito simpático, as moças que trabalham no Irmã Dulce foram muito atenciosas, ganhamos um lanchinho e fomos muito bem atendidos. Ganhamos até panetone de presente. Um local que, definitivamente, deveria ser fixo para apresentações dos nossos grupos de câmara.


Dia 13 - o Neojibá se apresenta na Sala Principal do TCA, juntamente com a OSBA. O concerto começou com a OCA, que me surpreendeu muito. Em pouquíssimo tempo, creio que os meninos estejam no nível da J2J. E, por falar nela, arrasou também com a 9ªde Dvórak. Finalmente, tocamos uma sinfonia inteirinha, coisa que deixou nosso tio Luís de Beethoven um pouco frustado no além. Fiz meu trabalho tocando as fatigantes 14 notas do segundo movimento. Acho que toquei afinado.


Dia 15 - mais uma vez, acordamos cedo e partimos ao bairro de Stella Maris (sem mais habitual atraso, teve gente que ficou), onde cruzamos a cidade para tocar num evento que nem sei direito, mas tinha algo a ver com a Copa do Mundo em 14. Era um concerto pra gente importante. Não, Pelé não estava lá. Foi um breve concerto, nada de mais. O sinal de cansaço já estava meio aparente nos nossos bravos instrumentistas da J2J. Pra melhorar, a bolsa não saiu no dia prometido


Sério, me digam. Como conseguem montar a orquestra em locais tão apertados? Parabéns aos nossos guerreiros montadores!

Dia 16 - it's over. Hoje foi o último dia de atividades do ano. Pra começar bem o dia, uma audição chatinha pela manhã com os metais (apelidada carinhosamente de "maudição") com o Chefe dos Metais e o Big Boss. Creio que fui muito ruim. Mas sinceramente, não estava nem aí. Um pouco depois, já teríamos que estar prontos pro último concerto do ano, no Teatro do ICEIA, nosso futuro lar. Apresentamos pra mais gente grande, teve filmagem, foto oficial, bla bla bla. Uma confraternização caiu muito bem pra terminar o dia legal. Não sentia esse clima de jantar com a galera desde a Turnê Nordeste.

Bom, esse foi um pequeno relato do meu mês com a orquestra. Foi duro, mas parece que deu tudo certo.  Mais fotos na seção "Fotos dos Concertos". Vai ser um desprazer imenso não ver a cara da galera essas semanas. Saudades desde já, nos vemos em Jaraguá mês que vem...

; )

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